Brief — PD Framework v2.0 — Motor Autônomo 24/7¶
Projeto Linear: https://linear.app/cadencia/project/pd-framework-motor-autonomo-247-benchmark-ruflo-visao-c6bfddcd6729
Squad PD Framework: times/dev
Atualizado em: 2026-07-03
Preenchido por: Felipe
O que é e por que existe¶
O projeto é a evolução do PD Framework para uma v2.0 de capacidades estruturais, não apenas a criação de um executor autônomo. O motor 24/7 é a capacidade-síntese no topo da pilha: agentes de squad executando trabalho real sem acionamento constante do Felipe, mas só depois de o framework ganhar memória com ciclo de vida, rastreio de custo/outcome, roteamento consciente de modelos, recorder de sessões, tooling de skills e regras confiáveis de escalonamento.
A visão é transformar o framework de um sistema que hoje depende de interação humana para iniciar e fechar ciclos em uma infraestrutura operacional que aprende, mede, se protege e executa. O modo interativo atual continua existindo, mas passa a ser sustentado por capacidades melhores: cada agente deve carregar contexto mais útil, usar o modelo certo para o harness certo, registrar o que fez, medir custo por tarefa e deixar rastro recuperável mesmo quando uma sessão cai.
O problema de fundo tem duas camadas. A primeira é de maturidade do framework: memória cresce sem curadoria automática, decisões se perdem se a sessão não fecha, skills podem quebrar silenciosamente, custo de LLM é invisível e seleção de modelo ainda depende de intuição. A segunda é de throughput operacional: 100% da execução ainda depende do Felipe acionar, priorizar ou destravar. Enquanto isso for verdade, a empresa inteira fica limitada pelo gargalo de uma pessoa.
Stakeholders¶
Felipe é lead, decisor final e usuário principal da camada de controle: define orçamento, aprova riscos críticos e recebe escalonamentos via WhatsApp e Slack quando o motor encontra algo que não deve resolver sozinho.
Time Dev é o dono técnico da evolução. Paloma conduz o PRD e transforma a visão em requisitos e marcos. Vitor faz gate técnico, define arquitetura e fatia em epics. Amélia executa/babysitta implementação e reviews. João pode entrar como challenge transversal porque o escopo mexe em autonomia, custo, segurança e governança.
Squads consumidores: CS, Comercial, Infra e Produto Cadência. CS é beneficiário direto pelo fechamento do ciclo de onboarding autônomo ligado ao DEV-868. Comercial é beneficiário futuro por prospecção e follow-up via Eduardo/Cadência. Infra/Diego entra pela Central de Observabilidade, budget guard, workers determinísticos e regras de segurança da VPS Master.
dev externo não toca o motor. O escopo dele continua limitado a cadencia-app e pd-portal; não propagar skills ou runtime do PD Framework para o ambiente dele.
Estado atual¶
O PD Framework já tem a base necessária: squads, STATE.md, decisions.md, sessions-log, incidents, lookup, skills, hooks, Runtime Contract, adapters Claude Code/OpenCode/Codex, fluxo Linear e memória curada em git. O Adapter Codex #3 foi concluído e validado em 2026-07-02, com smoke 46/46 e hooks reais funcionando.
Já existem workers determinísticos na VPS Master em dry_run nas Ondas 1-3 do DEV-897. A regra de segurança já está clara: VPS Master não roda agente com tool use; só scripts determinísticos. A Central de Observabilidade já existe como projeto irmão e deve absorver parte das capacidades de medição, alerta e self-healing.
O estudo ruflo foi concluído e virou o doc vivo times/dev/context/brainstorm-motor-autonomo-ruflo.md. O saldo do estudo não é "copiar ruflo", mas roubar seletivamente o que resolve gaps reais do PD Framework e descartar o teatro/overengineering. O estudo produziu D1-D6, além de descartes explícitos: hive-mind, swarm, SONA, federation IPFS, Web UI, 314 MCP tools, consensus simulado, workers headless em timer sem budget guard e claims locais em JSON sem transação.
O ponto de partida do projeto não é greenfield. Ele deve expandir capacidades existentes: hooks, lookup, Linear, STATE/decisions, Central de Observabilidade, cadencia-cli como padrão de CLI e fluxo Dev já consolidado.
Arquitetura e stack¶
Repo único: felipeluissalgueiro/pd-framework. O motor vive no framework; não criar repo novo.
Stack base: Python 3.12 em _core/, _shared/, adapters/ e workers. Markdown + git continuam como fonte de verdade da memória curada. Linear é a fila operacional e camada primária de claim: issue = task, assignee/status = claim/lifecycle, prioridade/cycle = ordenação, comentários = auditoria. Worktrees e Modo B seguem resolvendo isolamento de edição.
SQLite local só entra como black box recorder de sessão, uma camada de resgate, não como banco canônico do framework. Se algum dia houver necessidade real de estado concorrente compartilhado entre Windows, VPS Dev e VPS Master, a direção provável é Supabase Postgres, não SQLite local. Esse gatilho ainda não existe.
A interface agente ↔ estado compartilhado deve seguir o princípio D5: CLI via shell-out, não MCP como fundação. MCP pode existir como adapter fino por cima de CLI pronta, mas não como camada base porque consome contexto, não roda na VPS Master e cria acoplamento desnecessário. Padrão de referência: cadencia-cli.
Os três harnesses precisam respeitar o Runtime Contract: Claude Code, Codex e OpenCode. O MODEL-MAP deve ser segmentado por harness e por regime de cobrança: harness de assinatura não pode gastar API por token salvo exceções explícitas de review.
Decisões técnicas tomadas¶
D1 — Memória com ciclo de vida. Portar o loop útil do ADR-050 do ruflo: confiança, acesso, decay, ranking e tendência. O objetivo não é só buscar melhor; é curar automaticamente memória que hoje só cresce. Implementar em Python sobre hooks existentes, usando heurísticas baratas antes de embeddings. Medir snapshot/tendência IMPROVING/DECLINING.
D2 — MODEL-MAP por harness. Criar mapa declarativo de modelos por runtime: Claude Code usa modelos cobertos pela assinatura Anthropic; Codex usa modelos cobertos pela assinatura OpenAI; OpenCode pode usar modelos pagos por API/OpenRouter. Regra dura: não gastar token pago dentro de harness de assinatura, exceto skills de review já autorizadas.
D3 — Black box recorder. Arquivar turnos de sessão de forma proativa para recuperar trabalho quando a sessão cai ou /encerrar-sessao não roda. É camada de resgate, não memória nobre. A memória curada continua sendo STATE, decisions, sessions-log e incidents.
D4 — /criar-skill + linter de skills. Criar ferramenta de autoria guiada e validação em lote para evitar skills quebradas por frontmatter ausente, BOM, descrição ruim ou estrutura inválida. A escala atual de 139+ skills exige tooling, não revisão manual.
D5 — CLI-não-MCP para estado compartilhado. A decisão é princípio arquitetural, não implementação imediata de fila. Linear já cobre a fila/claim no momento; só reabrir implementação própria se houver evidência real de conflito, gargalo ou necessidade transacional.
D6 — Template CAD-Bug com Evidência + Impacto. Bugs precisam puxar prova executável e impacto real: comando/log/query que comprova causa, tenants/clientes afetados, perda/corrupção de dados e origem da descoberta.
Princípios estruturais do projeto: CLI-não-MCP, assinatura-não-API, MD-curado-não-banco. Insight diretor: logar outcomes estruturados desde já, porque a qualidade do aprendizado futuro depende mais da qualidade do sinal de sucesso do que da sofisticação do algoritmo.
O que NÃO fazer¶
Não transformar o projeto em uma frota especulativa de agentes. A doença do ruflo é construir infraestrutura para escala inexistente. Toda implementação de fila, claim, swarm, router estatístico ou banco compartilhado precisa de gatilho de evidência.
Não portar hive-mind, SONA, EWC, LoRA/RL, federation IPFS, Web UI, consensus Byzantine/Raft/Gossip ou registry de agents que não executam. O PD já tem alternativas melhores: squads/personas, Modo B com worktrees, Amélia babysitting, Vitor gate, Linear, reviews independentes e /dev-debate.
Não usar MCP como fundação do estado. Não criar 300 tools residentes. Não pagar API dentro de Claude Code/Codex por padrão. Não rodar IA em timer recorrente sem cost tracker, budget guard e demanda real.
Não permitir tool use na VPS Master. Não fazer auto-merge de mudança crítica. Não executar deploy, billing, migração, mutação em massa, mensagem para cliente ou alteração destrutiva sem escalation matrix calibrada.
Não substituir a memória curada em Markdown/git por banco opaco. Banco pode existir para recorder ou agregação futura, mas a fonte nobre de decisões e estado operacional continua revisável por diff.
Dependências críticas pendentes¶
Cost tracker é bloqueador absoluto. Sem custo por tarefa/modelo/harness, qualquer loop autônomo pode virar vazamento financeiro silencioso.
Outcome schema é pré-requisito do aprendizado. Cada execução precisa registrar tarefa, squad/persona, harness/modelo, custo estimado/real, resultado, evidência de sucesso/falha, issue/PR relacionados e necessidade de intervenção humana.
PR escalation matrix é bloqueador do motor. Precisa definir o que auto-mergeia, o que vai para review humano, o que chama WhatsApp e Slack e o que nunca roda sem aprovação explícita. Essa matriz deve ser calibrada antes de qualquer autonomia real.
Budget mensal por squad precisa de decisão do Felipe. Sem limite por squad, o motor não sabe quando parar, degradar modelo, adiar tarefa ou escalar.
Central de Observabilidade precisa estar alinhada como camada de alerta/medição/self-healing. DEV-868 e DEV-897 são dependências de contexto porque representam os primeiros consumidores reais do motor.
Não há dependência crítica externa de terceiro identificada. O risco está na governança interna, não em API externa.
Critério de conclusão¶
A v2.0 está concluída quando D1-D6 estiverem em produção e medidas: memória com ciclo de vida ativo e snapshots de tendência; MODEL-MAP carregado nos três harnesses; black box recorder salvando sessões e consultável; linter zerando skills quebradas; template CAD-Bug atualizado; outcomes/custos registrados por tarefa.
O Motor v1 está concluído quando existir um ciclo autônomo completo em produção: issue entra no Linear, o squad correto assume, agente executa, abre PR, passa por reviews, aplica escalation matrix, faz auto-merge apenas quando permitido, marca Done, atualiza documentação/memória e registra outcome/custo. Caminho feliz sem toque do Felipe; caminho crítico escalando corretamente via WhatsApp e Slack.
KPIs mínimos: issues por semana resolvidas autonomamente; custo por issue; percentual de tarefas que exigiram intervenção humana; zero ações destrutivas sem aprovação; zero uso indevido de API paga em harness de assinatura; zero sessão perdida sem recorder; tendência de memória não-degradante nos snapshots.